Notícias

Alunas são premiadas no Espaço Jovem Cientista PUC - 21/10/2019
Crédito: Júlio Hanauer

Projeto científico desenvolvido por duas alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Cristiano Höher, de Esperança, foi premiado no evento Espaço Jovem Cientista, realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC RS) em setembro. Amanda Hummes e Isadora Sost Schmidt, estudantes do 8º ano, realizaram uma experiência ao cultivar couve sem o uso de fertilizantes. A premiação acontece no dia 24 de outubro, no Prédio 50 da PUC.

"Testando alternativas ao uso de fertilizantes na lavoura" foi a pesquisa das alunas marataenses, que acompanharam, por 45 dias, o crescimento de 30 mudas de couve cultivadas sem fertilizantes e agrotóxicos. Juntas, Amanda e Isadora pensaram no projeto para a Feira de Ciências da escola, que aconteceu em julho.

Conforme a diretora da escola Pedro Cristiano Höher, Meri Camillo Weschenfelder, os alunos desenvolveram temáticas do seu interesse com foco no município de Maratá. A partir desse propósito, as estudantes premiadas pensaram em falar sobre agricultura familiar e após chegaram à proposta dos fertilizantes. "A gente sabia pouco sobre o uso dessas substâncias e, por isso, queríamos pesquisar alternativas aos fertilizantes, que fazem tanto mal e está presente nas lavouras", diz Isadora.

Para o professor orientador, Lucimar Alberti, a pesquisa das jovens desde o início pareceu muito avançado para a idade delas. "Foi uma impressão tida por mim e por outras pessoas que viram a apresentação das meninas. A ideia e o desenvolvimento foram muito bons", afirma o professor. Segundo Lucimar, no Espaço Jovem Cientista, a dupla foi avaliada por alunos de pós-graduação e professores da PUC.

As alunas do 8º ano gostaram da experiência de expor e falar do projeto para pessoas que entendem do assunto e também realizam pesquisas científicas. "Foi gratificante saber a opinião dos avaliadores e também receber dicas referentes ao assunto", aponta Amanda.  

Mais de 240 trabalhos foram expostos no durante o Espaço Jovem Cientista. Desses, apenas 13 foram premiados como destaque, incluindo o das jovens de Maratá.  Lucimar destaca que escolas particulares e bem conceituadas da região metropolitana predominaram no evento, mas mesmo assim as estudantes da rede municipal de Maratá conseguiram destaque na avaliação dos jurados.

Para a diretora Meri Weschenfelder, projetos de pesquisa incentivam os alunos a desenvolverem os potenciais que eles mesmos possuem. "Nossos professores Lucimar Alberti, Luana Rech Kerber e Maria Eduarda Götz apoiaram os estudantes durante os trabalhos. A gente sabe que esses alunos têm essa capacidade e basta instigar eles a isso", acrescenta.

Neste ano, com a mudança no contraturno, os alunos tiveram acompanhamento semanal, nas sextas-feiras pela manhã, para pesquisarem e fazerem os trabalhos científicos.

A secretária de Educação e Cultura de Maratá, Clarine Pittelkow Luft, destaca que a prefeitura municipal investe e apoia a educação e formação dos alunos além da sala de aula. "A Amanda e a Isadora, por exemplo, receberam transporte e banner para participar do evento em Porto Alegre. Temos feito isso com todos os alunos que demonstram interesse em ir além das aulas regulares", afirma Clarine.

 

Alunas testaram produção de couve sem fertilizantes

As estudantes não ficaram apenas na teoria do trabalho. Além de pesquisarem em livros didáticos da escola, internet e demais obras teóricas, as meninas montaram uma pequena horta com 30 mudas de couve. "A gente optou pela couve porque é fácil cultivar e se trata de uma hortaliça em que as pragas atuam mais", afirma Isadora.

De acordo com Amanda, para realizar a experiência, foram utilizados potes de sorvete perfurados nas laterais e preenchidos com terra, plataforma de madeira para proteger etiquetas e evitar a aproximação de bactérias. "Não adianta dizer que fertilizantes são ruins, é preciso testar e provar alternativas melhores", aponta Isadora.

Juntas, as marataneses criaram compostos sólidos e líquidos. Aos sábados eram feitos registros fotográficos e acompanhamento de detalhes das plantas. Os dados coletados eram registrados em uma planilha, na qual continha nomes das amostras, substâncias aplicadas, características (buraco na folha, manchas...) e tamanho.

Após 45 dias, Amanda e Isadora criaram um ranking de plantas de 1 a 10, para saber qual composto natural é melhor para o desenvolvimento das hortaliças. Em primeiro lugar, as alunas constataram como planta mais bonita e saudável a couve que recebeu estrume de galinha. Ela obteve crescimento aproximado de 393% desde o seu plantio. Em último lugar ficou a couve cultivada com spray de hortelã. Segundo as pesquisadoras, talvez a planta foi sobrecarregada com altas doses do spray.

Como conclusão, as estudantes confirmaram que o uso de fertilizantes nas plantações não se faz necessário. "Temos tanta coisa em nosso dia a dia que jogamos fora sem levarmos em conta que podemos utilizar na horta, no cultivo de hortaliças", finaliza Amanda. 


Galeria de Fotos

Legenda: Jovens durante o evento realizado em setembro, na PUC
horas

Horário de Atendimento

Segunda a Sexta
8h às 12h
13h às 17h

Contato Rápido

Desenvolvido por Stratton Soluções Públicas 2013 - 2019 ® Todos os Direitos Reservados